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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Bombeiro
Sereno em sua tranqüilidade, Não se consegue perceber Que ele pode dar a vida por você.
Não por estrito cumprimento do dever. Por um distinto desprendimento do ser.
Toma, Soldado, É teu este poema, Posto que é meu esse teorema: "No corpo de bombeiros Não cabe uma alma pequena."
A sirene chama. Incêndios debelados, Vidas e sonhos poupados Numa luta insana. Não pelas mãos de um corpo sereno, Mas pelas asas de uma alma em chamas.





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